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Meditação

Sidharta Gautama - Budha nos trouxe muita sabedoria e entre muitas a consciência de que suas ações é que criam os movimentos de sua vida e a técnica da meditação. Na verdade muitas vezes meditamos sem saber como, ao olhar o horizonte nos perdemos nele, por vezes perdemos completamente a noção do tempo ao fazermos algo cotidiano como uma pintura ou tricô, até mesmo lavando o carro ou os pratos.


A entrega é o verdadeiro caminho para a iluminação

Conta-se que, logo após sua iluminação, o Buddha passou por um homem num caminho que estava perplexo pelo extraordinário esplendor e calma de sua presença.O homem parou e perguntou:

"Meu amigo, que você é? Você é um ser celestial ou um deus?"

- "Não", disse o Buddha.

"Bem, então será que você é algum tipo de mágico ou mago?"

- Novamente o Buddha respondeu, "Não"

"Você é um homem?"

- "Não."

"Bem, meu amigo, então quem você é?"

- O Buddha respondeu, "Eu sou um desperto".

O nome Buddha significa "aquele que está acordado, desperto", e esse estado é que constitui o núcleo e a essência da vipassana ou meditação perspectiva. Ela nos oferece uma prática que pode nos abrir para vermos nossos corpos, nossas mentes e o mundo ao nosso redor com clareza e pode desenvolver um meio sábio e compassivo de nos relacionarmos com eles todos e de entendê-los. Essa prática de meditação perspectiva nasceu do núcleo original dos ensinamentos do Buddha da forma como foram transmitidos por 2.500 anos na tradição Theravada do sul da Ásia. No entanto, não se trata de uma prática "asiática". É uma prática através da qual qualquer um pode despertar para a verdade da vida e tornar-se livre.

(texto colhido em: http://www.dharmanet.com.br/bhavana/)

 

Meditando sobre a respiração

Você pode usar uma meditação sobre a respiração — também chamada meditação da atenção — tanto como sua prática principal quanto como uma preliminar para outras meditações. É uma técnica inestimável: a prática regular ajuda a obter, gradualmente, o controle sobre a mente. Você se sentirá mais relaxado e mais capaz de aproveitar a vida, de ter mais sensibilidade a você mesmo e às pessoas e coisas ao seu redor. Usando sua crescente atenção em outras meditações, você será capaz de manter sua concentração por períodos mais longos.

Portanto, a meditação sobre a respiração é importante tanto para os iniciantes quanto para os meditadores avançados: para aqueles que querem uma técnica simples para relaxar e acalmar a mente, e para aqueles meditadores sérios que devotam suas vidas ao desenvolvimento espiritual.

 

A prática

Sente-se com as costas eretas e relaxe seu corpo.
Traga à mente a sua motivação, ou objetivo, para fazer esta meditação, e decida a duração da sessão em que você irá manter sua atenção sobre o objeto de concentração para alcançar seu objetivo.

 

Escolha um dos seguintes métodos de praticar a atenção sobre a respiração.

1- Focalize sua atenção sobre a sensação na ponta de suas narinas, enquanto o ar entra e sai em seu corpo.

2- Focalize o movimento do abdômen em cada inalação e exalação enquanto o ar entra e sai em seu corpo.

Em qualquer uma das opções acima, mantenha a sua atenção sobre esta percepção sutil e observe a duração total de cada inalação e exalação.

Se preferir, você pode contar, mentalmente, ciclos de cinco ou dez respirações, começando novamente no "um" se você perder a contagem ou se a sua mente vaguear.

Em qualquer método que você escolha, respire normal e gentilmente. Inevitavelmente, pensamentos aparecerão, mas mantenha uma atitude neutra diante deles, não sendo atraído nem repelido por eles. Em outras palavras, não reaja com desgosto, preocupação, excitação ou apego a qualquer pensamento, imagem ou sensação que surja. Simplesmente perceba sua existência e volte sua atenção ao objeto de meditação. Mesmo se você tiver que fazer isto cinqüenta vezes por minuto, não se sinta frustrado! Seja paciente e persistente; eventualmente, seus pensamentos se acalmarão.

Imagine que sua mente é como um lago calmo e claro, ou como um céu vasto e vazio: ondas aparecem sobre a superfície do lago e nuvens passam pelo céu, mas elas logo desaparecem, sem alterar a calma natural. Os pensamentos vêm e vão; eles são impermanentes, momentâneos. Perceba-os e deixe-os ir, voltando sua atenção, de novo e de novo, à respiração.

Fique contente em permanecer no presente. Aceite qualquer disposição mental em que você esteja e o que quer que surja da mente. Esteja livre da expectativa, do apego e da frustração. Não deseje estar onde quer que seja, fazendo o que quer que seja, ou mesmo se sentido de outra forma. Fique contente, assim como você está.

Quando aumentar a sua habilidade se desenvolver e de evitar as distrações, leve sua atenção um passo adiante. Faça notas mentais sobre a natureza dos pensamentos que surgem, tais como, "pensando na minha amiga", "pensando no café da manhã", "ouvindo um pássaro", "sentido fome", "sentindo-me chateado". Ainda mais simples, você pode notar, "fantasia", "apego", "memória", "som", "dor". Assim que você notar o pensamento ou sentimento, deixe-o ir, relembrando sua natureza impermanente.

Uma outra técnica é usar suas distrações para ajudá-lo a obter o insight sobre a natureza da mente. Quando um pensamento surgir, ao invés de focalizar o próprio pensamento, focalize o pensador. Isto significa que uma parte da mente, a atenção discriminativa, dá uma olhada na outra parte, a distração. O objeto perturbador desaparecerá, mas mantenha sua atenção sobre o pensador por quanto tempo puder. Novamente, quando outro pensamento surgir, focalize o pensador e siga o mesmo procedimento. Uma vez que a distração tenha cessado, volte a observar a respiração.

Estes métodos para lidar com as distrações podem ser aplicados a qualquer situação. É inútil ignorar e suprimir os pensamentos perturbadores ou a energia negativa, pois eles ocorrerão persistentemente.

Durante a conclusão de sua sessão, dedique a energia positiva criada por sua meditação à realização do objetivo com o qual você começou esta prática.

(McDonald, Kathleen. How to Meditate: A Practical Guide.
Editado por Robina Courtin. Ithaca: Snow Lion, 1998. Pág. 44-46.)

 

DICAS PARA A PRÁTICA

  • O ideal é que encontre um local calmo e que se sente confortavelmente com a coluna ereta.
  • Pode sentar-se em uma cadeira, mas se puder, sente-se sobre uma pequena almofada sob o cócix cruzando as pernas.
  • Use roupas folgadas.
  • Evite meditar quando com sono ou muito cansado.
  • Encontre seu melhor horário para as práticas e o torne oficial. A manhã oferece bons resultados.
  • Permaneça imóvel durante o processo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.
  • Comece com 10 minutos diários, use inicialmente um despertador para trazê-lo à atividade, permitindo assim que se entregue completamente ao processo.
  • A atenção deverá ser focada ao objeto da meditação, a respiração por exemplo.
  • Caso disperse de seu foco, retome normalmente seu tema. (respiração no caso).


Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um desfile de pensamentos pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.

 
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